Sir Charles Spencer Chaplin, Jr., KBE (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de Dezembro de 1977), mais conhecido como Charlie Chaplin, foi actor, director, bailarino, argumentista e músico britânico. Chaplin foi um dos actores mais famosos do período conhecido como Era de Ouro do cinema dos Estados Unidos.
Além de actuar, Chaplin dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente compôs a banda sonora de seus próprios filmes, tornando-se uma das personalidades mais criativas e influentes da era do cinema mudo. Chaplin foi fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. A sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade... (in Wikipidea)
E podíamos continuar a descrever toda a vida e obra de Charles Chaplin pois seguramente que teria muito que escrever e dizer, mas para isso este blog teria que se destinar única e exclusivamente à grande obra que nos deixou Chaplin portanto vamo-nos focar no filme "Modern Times".
"Modern Times" é uma sátira sobre o avanço da tecnologia onde um operário fabril e a sua companheira (Paulette Goddard) são os únicos "seres humanos" num mundo de "robots" literalmente assimilados pelas engrenagens da maquinaria.
O facto de este filme ser mudo (apesar das inúmeras legendas e da canção de Charlot) quando o cinema sonoro já era uma realidade revela uma fidelidade de Chaplin aos princípios da sua arte e uma relutância à evolução sonora só com objectivo de agradar ao público como seria o caminho mais fácil. Charlot, tal como o seu criador, também se recusa a fazer parte da engrenagem das máquinas estando assim a mais num universo tão bem organizado e mecanizado diferenciando-se dos seres amorfos que o rodeiam. A breve cena em que Chaplin é "engolido" pela a máquina seguindo nas suas engrenagens mas depois consegue escapar consegue descrever o próprio sentido do filme.
Lutando contra a vida mecanizada, a autoridade dos lideres "distantes" e o progresso puramente material que nos transformam em escravos Chaplin defende em "Modern Times" que a dignidade do ser humano está acima de tudo.
Chaplin no entanto não serve nenhuma causa nem tem qualquer propósito político, quaisquer que sejam. No entanto como podemos ver na cena em que Charlot é apanhado no meio de uma manifestação sem que faça nada por isso também Chaplin lutará pela dignidade dos homens pois é livre no seu pensamento.
"Modern Times" é portanto muito mais do que um simples filme cómico é um apelo para que o ser humano esteja sempre acima de tudo o que é material e tal como Charlot nos mostra, a incerteza do futuro permite-nos sempre todos os sonhos e esperanças.





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