sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POST #001 O INÍCIO PARTE I

Boa noite! Hoje foi a "primeira" aula de Cultura Visual.

Desde sempre o homem tentou representar as suas "histórias" nas mais variadas formas. Aquilo que falamos hoje pode considerar-se o início das histórias de heróis ou mitos, no fundo o início das representação através de imagens conjugadas com som e como ainda hoje no cinema recorremos a técnicas semelhantes que foram aplicadas nesse tempo. Estas últimas por incrível que pareça são muito anteriores às que eram apenas visuais.

Mas comecemos pelo berço da civilização, a Mesopotamia. Centrada na região do alto e no que é hoje o Iraque existiu a civilização Assíria.
Durante o Antigo Período Assírio (do século XX ao XV a.C.), Assur controlou a maior parte da Alta Mesopotâmia. No Período Assírio Médio (do século XV ao X a.C.) a sua influência declinou, e só foi reconquistado posteriormente, após uma série de conquistas. O Império Neo-Assírio do início da Idade do Ferro(911-612 a.C.) expandiu-se ainda mais, e sob Assurbanipal (c. 668-627 a.C.) controlou, por algumas décadas, todo o Crescente Fértil, bem como o Egito, antes de sucumbir à expansão neo-babilônia e, posteriormente, persa.
E é de Assurbanipal que falamos foi ele o responsável pela primeira  história épica. Apesar do "argumento" não ser seu pois é baseada em Gilgamesh (o primeiro herói cuja história foi escrita), este último rei Assírio mandou reproduzir em relevo na pedra 4 imagens que descreviam o seu combate com um leão.  Assurbanipal assumia o papel do herói que sozinho, e com a sua espada, mata o leão que vinha a correr em sua direcção depois de ser libertado de uma jaula.



Foi Assurbanípal que relatou através de imagens em relevo a segunda história heróica, ao descrever a batalha de Til-Tuba em que derrotou os elamitas matando também o seu Rei Teumann. Este foi o primeiro "storybord" da história.


Mas faltava qualquer coisa nesta obra apesar de ser notável. Se observarmos com atenção todos as pessoas representadas nesta história não tem expressão estejam elas a matar o inimigo quer o próprio inimigo por exemplo. Todos os rostos aqui representados eram inexpressivos.Então para encontrarmos expressão no representação de histórias épicas temos de viajar ao encontro dos gregos obcecados pelas suas histórias e mitos. Uma das suas maiores histórias escritas foi a Odisseia de Omero que relata os feitos do herói Odisseu ou Ulisses (em Latim). Em Sperlonga uma aldeia na costa de Itália encontramos uma caverna com estátuas de Ulisses e que era usada como sala de jantar; aqueles que comem por aqui, poderia olhar para dentro da caverna interior, onde algumas estátuas esplêndidos foram erguidas. Uma dessas estátuas captura o momento exacto de tensão máxima mesmo antes do climax que é Ulisses a cegar o ciclope Polifemo porque este é o momento mais expressivo de toda a acção, o resto nós podemos imaginar. Aqui o herói tem emoções e identifica-se com as emoções. No entanto se queremos encontrar uma narrativa completa temos de ir ao encontro da Torre de Trajano mesmo no meio de Roma...

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