domingo, 24 de janeiro de 2010

POST#003 BAUHAUS (1919-1933) – A ARTE FUNCIONAL



Surge em 1919, na Alemanha, em Weimar, fundada pelo arquitecto alemão Walter Gropius como uma escola de artes que propunha fazer a interligação entre artes aplicadas e belas-artes.

O seu programa, assinado por Gropius, lançou um projecto pedagógico inovador que assentava no trabalho de equipa e na interacção teoria/prática, concedendo, igualmente, grande liberdade de criação e de concepção. Esse programa foi executado por um grupo escolhido de professores, operários industriais e artistas plásticos que funcionaram em sistema de cooperação e interacção. Deste modo, a Bauhaus exerceu um papel de charneira na formação de novos artistas, na renovação da pesquisa plástica e na modernização do desenho industrial alemão.

O período de Dessau, entre 1924 e 1930 foi o mais fecundo e próspero da Bauhaus. Ultrapassadas as tendências expressionistas da primeira fase, a escola orientou-se por critérios funcionalistas e racionais, defendendo a actualização tecnológica e a normalização do desenho industrial.

Na Bauhaus, a Gropius sucedeu Hannes Meyer e Mies Van Der Rohe, no período em que a escola funcionava na Alemanha em Berlim. Aqui, produziu uma arquitectura racionalista e estruturalista, assente em soluções técnicas avançadas, com base no esqueleto em caço e em materiais modernos (mármore e vidro sobretudo). Explorou novas concepções espaciais, norteadas por elevados padrões estéticos, os quais pugnavam pela simplicidade formal e estrutural, que em exteriores que nos interiores, onde o espaço se desenvolve em continuidade.

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